LIFESTYLE

Porto . Portugal

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I spent the last fifteen days in my hometown, Porto. I decided to embark on an adventure that I believed to be more therapeutic than professional. It was amazing but it was also very, very intense.
I discovered the world of peonies, dahlias, stomata… Flowers and plants that from now on will have more meaning. I realized how important the wedding day is for many people, as well as the investment and the expectations that entails.
I still do not understand the importance that people give to weddings, but I learned to respect, even more, what the others understand as happiness.
During the few intervals that I had, I tried to do things that I really missed. I discovered and rediscovered spaces. I baked cakes. And I bought cherries almost every day!
I walked from Castelo do Queijo until Tia Aninhas. Halfway through, I stopped in Praia da Luz. It was a gray but hot morning… And I missed the days when I lived in Rua do Teatro… Being close to the sea … Margarida and Bolota running in the sand at Praia dos Ingleses, Sunday lunches and to see Afurada on the other side of the river.
Time always passes too quickly. It is never enough to do what was planned. But despite the all the good things, this is “no country for old men.” And by “old men” I mean people that are ambitious, passionate and true dreamers. People with bills to pay in the end of every month that still believe that it is possible to live and to do better.

foz

Passei os últimos quinze dias no Porto. Decidi embarcar numa aventura que acreditava mais terapêutica do que profissional. Deu-me um gozo enorme mas também se mostrou muito, muito intensa.
Descobri o mundo das peónias, dálias, estomas… Flores e plantas que, a partir de agora, terão ainda mais significado. Percebi a importância que o dia do casamento tem para muitas pessoas, assim como o investimento e as expectativas que isso implica.
Continuo sem dar importância a uma série de coisas, mas aprendi a respeitar ainda mais o que os outros entendem por felicidade.
Nos poucos intervalos, matei saudades. Descobri e redescobri lugares. Fiz bolos. Comprei cerejas quase todos os dias!
Caminhei do Castelo do Queijo até ao Tia Aninhas. Pelo meio, parei na Praia da Luz. Estava uma manhã cinzenta mas quente… E tive saudades dos tempos em que morei na Rua do Teatro… Da proximidade com o mar… Das correrias da Margarida e da Bolota na Praia dos Ingleses e dos almoços de Domingo a ver a Afurada do outro lado do rio.
O tempo passa sempre demasiado depressa. Nunca dá para quase nada do que planeei fazer. Mas apesar das coisas boas, “este país não é para velhos”. E por “velhos”, entendo pessoas ambiciosas, apaixonadas e com muitos, mesmo muitos sonhos! Com contas para pagar todos os meses e com a crença de que é possível viver e fazer melhor.

 

Besançon . France | Besançon . França

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I moved to another country in the last trimester of 2015. I was not fluent in French and I am still not completely at ease with the language but I came determined to work in cultural production and programming. And, in the meantime, to go back to analogue photography at Ronchamp right after some beautiful rural roads between mountains, farms and lots of cows.
It was good knowing that there is an airport only 70 km away, despite looking more like a warehouse, with low-cost Dole-Porto flights. That allows me to return often and also to feel that I am only two and a half hours away. (I stopped measuring the distance in kilometres and started doing in in hours!)
Hometown of the Lumière brothers and Victor Hugo, the city where Louis Pasteur and Gustave Courbet studied, Besançon, taking only into account these legendary names that were part of its history, promised to be an exciting place.
It was a pleasant surprise that occurred when I was just getting used to a frenetic Porto. I travelled through time and, despite the different proportions of both Portugal and France, Besançon looked like a pre-European Culture Capital Guimarães.
The cultural panorama of the city is, of course, completely different from what I was used to. Dozens of museums, cinemas, theatres, cultural institutions, festivals, activities and a great sense of unity and cooperation between all agents… And, above all, large groups of eclectic people enjoying all that the city has to offer.
The winter was cold, very cold. There was snow. Many times I looked out the window and changed the old “look, it’s raining again” for a new “look, it’s snowing again!”. Despite the river, I truly miss the ocean and the sun. But, it seems that the summer has finally arrived in central Europe and I even got a sunburn on my shoulders!
I am starting to feel “at home” in some stores and coffee shops and I have also been a usual guest in several street fairs and markets. There is plenty to discover and so much to show you…

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Mudei de país no último trimestre de 2015. Não dominava especialmente a língua, na verdade ainda não a domino o quanto gostaria, mas vim de mangas arregaçadas para trabalhar em produção e programação cultural. E nos entretantos, voltar à fotografia analógica e fazer o levantamento de Ronchamp, logo ali depois de uns belos percursos entre montanhas, quintas e muitas, muitas vaquinhas.
Tranquilizava-me saber que a cerca de setenta quilómetros existe um armazém a que chamam aeroporto, com a rota: Dole-Porto. E isso permite-me voltar com alguma assiduidade e pensar que estou apenas a duas horas e meia de distância. (Deixei de a medir em quilómetros e passei a fazê-lo em horas!)
Terra natal dos irmãos Lumière e de Victor Hugo, cidade onde Louis Pasteur e Gustave Courbet fizeram parte da sua formação académica, Besançon, só pelas lendas de peso que participaram na sua história, adivinhava-se um pedaço de terra bem frequentado e bem localizado.
Foi uma surpresa agradável, numa altura em que já me habituava a um Porto fervilhante. Viajei no tempo e, tendo em conta as devidas proporções de Portugal e de França, Besançon pareceu-me a Guimarães pré Capital Europeia da Cultura.
Claro que o panorama cultural da cidade é completamente diferente daquilo a que estava habituada. Dezenas de museus, cinemas, teatros, instituições culturais, festivais (na verdade falta pelo menos um que neste momento está a ser desenhado em cima da minha secretária… Mas ainda é segredo de estado!), actividades, um grande sentido de unidade e colaboração entre todos… E, acima de tudo, um mar de gente, eclética, a aproveitar toda esta oferta.
O Inverno foi frio, muito frio. Houve neve. Olhava muitas vezes pela janela e substituía o “olha, está a chover outra vez!” por “olha, está a nevar outra vez!”. Apesar do rio, sinto muito a falta do mar e do sol. Mas parece que, finalmente, o Verão chegou à Europa Central e até já apanhei um escaldão nos ombros!
Começo a ser “da casa” em algumas lojas e cafés e tenho-me rendido às feiras e mercados de rua. Há muito a descobrir e a mostrar…

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Coconut Sweets | Brigadeiros de Côco

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I was about six or seven years old the first time that I cooked. It was in the elementary school Cooking Club. We made little coconut cakes! And so, I thought the first publication about food should be a tribute to my former teacher Olímpia and all other teachers who stimulate, encourage and have a decisive influence in the lives of their students. Teachers and educators truly passionate about what they do!
Ingredients
1 can of sweetened condensed milk | 1 tablespoon of butter | 5 tablespoons of grated coconut | grated coconut
Preparation
1 . in a pan, pour the condensed milk and add a tablespoon of butter | 2 . slowly boil under constant stirring | 3 . remove from the heat and add 5 tablespoons of grated coconut | 4 . pour into a dish coated with butter and let it cool down | 5 . make small balls, pass them through the remaining grated coconut and serve them in small paper cups.
A primeira vez que cozinhei tinha uns seis ou sete anos. Foi no Clube da Culinária na escola primária. Fizemos bolinhos de côco! E por isso, achei que a primeira publicação sobre comida deveria ser uma homenagem à professora Olímpia e a todos os professores que estimulam, encorajam e influenciam de forma decisiva a vida dos seus alunos. Professores e educadores verdadeiramente apaixonado pelo que fazem!
Ingredientes
1 lata de leite condensado | 1 colher de sopa de manteiga | 5 colheres de sopa de côco ralado | Côco ralado q.b.
Preparação
1 . numa panela, coloque o leite condensado e a colher de sopa de manteiga | 2 . leve a lume brando, mexendo sempre, até obter o ponto estrada | 3 . retire do lume e junte as cinco colheres de côco ralado | 4 . coloque o preparado num prato untado com um pouco de manteiga e deixe arrefecer | 5 . molde bolinhas, passe-as pelo restante côco ralado e coloque-as em pequenas formas de papel.